
O cérebro esse incrível órgão disposto sob uma engenharia fabulosa ocupa um lugar de desejo para muitos homens que no decorrer da história da ciência buscaram descobrir os nossos sentimentos e comportamentos. Para um axioma da psicologia nem sempre foi o alvo mais almejado, devido a nossa conhecida cisão mente e cérebro. A quem diga então que o cérebro é um terciário, ou talvez secundário problema para a psicologia. Graças, ao próprio, que numa psicologia contemporânea temos avançado na retomada do que ele é.
Falo sobre ele, dado no meu almejo pessoal. Quando tive que tomar importante uma decisão na minha trajetória acadêmica, quando primeiramente eu me vi na eminência da escolha por uma área tecnológica, a computação, pois sempre essa me atraiu pela sua lógica, pela maneira como esta disposta para sociedade, enfim, não imaginava eu que de algum modo a maneira de ver e entender o computador me ajudaria a apreender como a psicologia volta agora o estudo da mente.
Passado minha escolha, na qual graças ao meu amigo, defini pela psicologia, muito mais marcado pela dúvida de mim mesmo, pela dúvida do outro, pela dúvida da profissão e minha dúvida enquanto meu futuro. Passei a viver nesse oceano de dúvida e questionamentos que me sugeriam que encontrar a resposta era algo inacessível, será? Onde na verdade não é, é só um problema como enxergar a dúvida.
Cheguei ao cérebro visto que num momento encontrei de um pensador uma afirmação que mudou minha carreira e me fez perceber esse fantástico universo da mente humana. Esse pensador afirmar já na sua época sem nenhum equipamento moderno de imagiamento cerebral, bem como sem ter em mãos nenhum manual que nele contenha informações básicas de neuroanatomia ou neurofisiologia, coisa que temos. Mesmo assim ele diz que a partir dele e de nenhum outro órgão conseguimos saber o que são os nossos sentimentos, nosso prazer, nossa raiva e nosso temor, o que é acordar preocupado e se confortar com a solução, é por meio dele que sabemos essas coisas e muito mais. Todavia se não for totalmente ele o responsável por isso, mas pelo menos quero acreditar que seja nele, e se mesmo assim não for por ele e nem nele, é porque na verdade ainda não o conhecemos.
Logo é isso que busco fazer, o conhecê-lo, é me apresentar para minha própria mente. Alguém um dia falou que é necessário que o homem conheça a si mesmo, e acredito a partir de então que não existe um conhecimento deste sem que se possa conhecer internamente a função do cérebro. A discussão do dualismo fica para outro momento, mas não é mais possível separar o que é um, é a mágica incompreensível de um mundo unificado, de uma universidade múltipla numa só dimensão.